quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A loucura de uma visão!

Noite, que encerras na escuridão,
Um sentimento sempre fechado;
Um enamoramento nunca começado
Mas que arrebates, dois, num só coração.

Contemplo-te oh adormecida
No teu brilhar esplendoroso;
Que em meu ver, doloroso,
Por me teres sido prometida.


Tu que estás sempre presente
"Pintando mil segredos delicados,

Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente".


Oh tão doce sentimento do coração,
Mas triste de quem se sente magoado
Sem ficar na alma a mágoa do pecado,
De erros em que não pode haver perdão.


Um sonho onde só muda a cor
Pois a realidade sempre ficará
E como nasceu assim morrerá
O sonho que canta de um amor.

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