quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desde o velho Portugal para a amiga Alemanha

Dedicado aos Amigos anónimos que visitam o meu blog a partir da Alemanha.
Pela vossa amizade nascem-me umas simples palavras.



"A tua presença aqui, no cada segundo da vida, faz-me sentir um estrépito de festa!
Na tua distância és o simbolo de Portugal
Pois nas tuas veias corre sangue de todas as raças e esse sangue só o temos nós
A inteligência dos Celtas e a perspicácia Muçulmana!
Vives tu e eu, numa longa distância
Mas a música da tua vida é uníssona com a da minha
É a nossa!


Se para mim alegria é ouvir a "Das Lied der Deutschen "
Para ti alegria é ouvir "A Portuguesa".
Caminha com uma vida segura pois,
"chi va sano va lontano".
Com o teu ser Português, perpectuas no país deles o que há de melhor no nosso!
Vive e sonha
Canta e sorri
Portugal espera-te sempre, como um pai espera um filho.

Como um pai espera um filho, assim também nós esperamos por vós,
Pois vós sois a nossa, perfeita, representação!

(E)Imigrante somos todos em sonhos
Uns cá dentro e outros aí fora.

Einigkeit und Recht und Freiheit
Sind des Glückes Unterpfand

Fico á espera do vosso comentário. Abraços amigos para vós! 



Um sonho que sai de dentro!

Oiço um cântico cantado por uma voz que soa na distância e umas outras, vozes mágicas de crianças, que cantam tão puramente, que fazem levitar a alma de quem é sensível.
Apetece-me viajar com o pensamento por todo o mundo, e apreciar tudo e todos desde a Ásia misteriosa até à  África ardente, passando pela Oceania desconhecida e pela Europa moderna; América do vício!

Entre estas vozes vou caminhando por estradas que me aquecem o andar e as árvores das bermas vão-me dizendo: eis um peregrino de aventura!

Mas todo o tempo é pouco para quem quer conhecer tudo, sendo assim limito-me a conhecer quem me rodeia. talvez já seja um trabalho árduo!

Agora que acabou a música, acho que também acabou o apetite para escrever!

Enfim............

Yahweh tsebaôt (Deus dos Exércitos) Parte II "Anátema"

Com foi referido na reflexão I, o nome de Deus vêm associado a Exércitos pelos factos bélicos que envolveram a vida do Povo de Israel.

Agora falaremos acerca do "herem", isto é, do anátema (sentença, ideia associada) que está associado à guerra: subtração de uma realidade ao uso profano e o seu destino total e irrreversível à divindade.
Na perspectiva deuteronomista (Deuteronómio), a anátema era necessário e uma medida profilática (de prevenção): a fidelidade a Yahweh e à Aliança axigia de Israel a abstenção de todo o culto idolátrico e a consequente eliminação de qualquer contacto com povos que pusessem em perigo a sua fé. Este direito de destruir tudo era legitimo na mentalidade de então.

Esta destruição em massa era uma punição dos cananeus pelas suas perversões e Israel via-se como executor da justiça divina.

Só em textos proféticos claramente pós-exílicos se dirá que já não se aplicará o anátema. O último ato de "herem" (anátema) descrito no Antigo Testamento é o de:
                                   1 Samuel 15: Guerra (de Saul) contra os amalecitas.

Samuel e Saúl, supostamente no diálogo em Carmel, que é uma cidade ao sul do Hebron, local que se encontra no caminho de Negueb em direcção a Guigal, narração 1 Samuel 15, 12.

                                   sabendo nós que o anátema era destruir tudo ... aqui encontramos Saul ferir os amalecitas desde Hévila até Sur ... aprisionou vivo Agag, rei dos amalecitas ... passou todo o povo a fio de espada ... para cumprir o anátema.

Ora embora Saul e o povo terem destruido os amalecitas, pouparam Agag e tudo o que havia de melhor do gado miúdo e graúdo, os animais gordos e as ovelhas, enfim, tudo o que havia de bom não quisseram incluí-lo no anátema; o resto destruíram tudo: nisto cumpriram o anátema (que é a ideia de destruir tudo para não se contaminar a sua fé).

Mas é ao poupar o rei Agag, rei dos amalecitas e tudo o que havia de melhor, que vai fazer com que Saul caia e seja rejeitado por Yahweh.

1 Samuel 15, 11: "Arrependo-me de haver dado a realeza a Saul, porque ele se afastou de mim e não executou as minhas ordens". (Convém ler esta passagem de 1 Samuel e todo o seu capítulo 15)

Se nos parece que o anátema, esta ideia do Povo de Deus era bastante drástica, é, no entanto neste capítulo que encontramos o progresso relgioso e moral deste povo de Deus.

Se atendermos á pergunta de Samuel a Saul: 
                                                                 -"Yahweh compraz-se com holocaustos e sacrificios como com a obediência à palavra de Yahweh? (1 Samuel 15, 22)

Entendemos a consciência moral aqui existente e que nos é confirmada com a resposta do mesmo que fez a pergunta, Samuel,
                                                                -"sim a obediência é melhor que o sacrifício, a docilidade mais do que a gordura dos carneiros" (1 Samuel 15, 23)

RESUMINDO: Entendemos a evolução da moral e da religiosidade que vai existindo neste povo eleito por Deus.


Quando se atribuem as ordens destas chacinas a Deus, tenha-se em consideração a forma de expressão antropomórfica (Deus com caracteristicas humanas) , onde Deus actua à maneira humana do homem e Lhe são atribuídas ações próprias do ser humano.

O género literário deste tipo de narrações é frequentemente épico, em que se exagerava a veemência do extermínio, sem correspondência exata à realidade acontecida, para enaltecer e mostrar Deus a vencer os inimigos e a libertar o seu povo.

Um outro texto em que se nota, mas em grande, o género épico da narração:

                                             - 1 Reis 18, 16-40 ... onde se mostra Elias contra os 450 profetas de Baal e que os matou todos com um "punho" junto da torrente de Quison, que é ao fundo do monte Carmelo.


Profeta Elias, onde podemos observar a apresentação do "punho" na mão e a degolar um dos 450 profetas de Baal, e o novilho posto sobre a lenha, sem lhe pôr fogo, tal como é narrado em 1 Reis 18, 23

O QUE É QUE ESTA PASSAGEM NOS QUER DIZER?


-esta passagem não é histórica, isto é, não aconteceu como se conta, como se narra, quem acredita que um só homem matava assim de qualquer forma 450 profetas de Baal? Não se acredita!

-esta naração quer sublinhar o desaparecimento do vencido, a religião de Baal, e a exaltação da religião que se pretende aconselhar.

-é simplesmente isto, nada mais. Não há que fazer interpretaçôes sem se conhecer a história o o seu sentido.

SABER LER A BÍBLIA É MAGNÍFICO .................... MAS CUIDADO COM AS INTERPRETAÇÕES HISTÓRICAS, PRINCIPALMENTE NO ANTIGO TESTAMENTO 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Neles estou eu ... encontrado!

"Dedicado a todas as pessoas que são "desfavorecidas" quer na formação do corpo, quer na capacidade racional, isto é, deficientes, sem conotação negativa".

Um olhar perplexo...
Um sorriso brilhante......
Um sonho (des) igual............
Sinto-me bem a vosso lado, a caminhar convosco
Rasgo-me para poder ser-vos útil no olhar e no fazer do coto
Recordo-vos com um olhar doce e sentimental!

A vosso lado quero ser como vós,
apesar de "nunca" o poder igualar
A vosso lado quero ser como vós!

No estranhar do vosso agir já compreendo um sentimento
No calar do vosso sorriso já entendo a vossa caminhada
No gritar da vossa alma já entendo a vossa vontade! Sim porque eu sei que tendes vontade!
Na fragilidade do vosso corpo eu sinto a fragilidade do meu coração!
Na indiferença aos problemas eu questiono a minha preocupação!

Só uma coisa há entre mim e vós, é o aprisionamento do meu pecado, que em vós não existe!

Porque somos uma família:

Em um Henrique eu encontro um carinho!
Em uma Cláudia eu encontro novas palavras!
Em uma Zéza eu encontro um novo sorriso!
Em um eu encontro um novo sentido no caminhar!
Em um Gonçalo eu encontro um olhar silencioso!
Em uma Diana eu encontro uma luta de alegria!

Em uma Cristina eu encontro uma almofada!
Em uma Fátima eu encontro uma eternidade!
Em uma Rita eu encontro uma irmã!
Em uma Célia eu encontro um caminho para a meta!

Sei que temos os mesmos sentimentos.

Em todos vós, e em outros, eu encontro uma parte de mim!
Obrigado pelo vosso aconchego de irmãos.

Hoje passeava eu pelo meu quotidiano ...

Ia eu descontraído, olhando para o que só se observa quando se pára.
Passos leves para não perturbar o silêncio da natureza.
Imaginando o que realmente pode ser imaginado!

Olho para as árvores e questiono a sua grandeza!
Que maravilha, poder crescer para o alto, e nós os homens apenas crescemos para o lado.

Sentei-me por breves instantes e apreciei as folhas a cair, em tanta variedade de cores, fazendo-me lembrar quanta gente hoje de cor, raça, nacionalidade diferentes, também " caíram"! E eu na sorte de ainda não te "caído".

Sinto um resfriamento, será um vento cósmico! Um sopro divino! No meu destino?

Na ilusão impávida, impoluta, a minha pobre vida agranda, avulta.


Ouvi em uma voz
                         Um esquecimento qualquer
                                                                 Uma palavra que porventura
                                                                                                          A algúem tivesse ficado por dizer!

 Afinal.............................. sinto-me cansado, sinto a consciência fora do seu banco, sinto o palpitar do coração que abranda com o tempo; sinto a alma a desmoronar-se de dia para dia! Oh tão grandes rochedos que nada vos abalam.....................................

Yiruma - A River Flows In You


Porque há músicas que não precisam de palavras; porque há palavras que estragam as melodias!

Porque assim se torna a vida mais feliz!

Uma distancia......
Um encontro.....
Um sonho....
Uma conversa....
Um bem-estar....
Um relacionamento....
Uma amizade....
Um amor.....

Parece-me ser assim que se inicia uma relação, algo que começa bem longe e que acaba bem perto. Viver a vida é magnifico se a soubermos viver. Perder oportunidades? Para quê!

Aproveitar cada dia é optimo, cada hora é explendido, cada minuto é magnifico e cada segundo é unico
.
Enfim, aproveite-se o Tudo, o Todo, o Tempo!

Cada gota de água que cai lá dos céus é uma aproximaçao entre pessoas que se fundirão na amizade e no silencio de um entendimento!

Vive e brilha como as estrelas que brilham e vivem!

Porque assim se torna a vida mais feliz!

Tu que és já subordinada, querida quimera!

És a dona da quimera

dona dos meus dias,

dos meus pensamentos,

da minha alma...

Por ti eu vivo,

canto,

sonho,

espero e me encanto.

És meu querer,

tens o que preciso...

Teu beijo... sopro de vida,

tua voz... o acalanto,

teus braços... o meu refúgio.

Encontro-te no sol

e nos dias de chuva.

Quero-te

nas noites quentes de verão,

nas frias, de inverno

e entre as flores de qualquer estação...

Sonho-te

e sei-te o gosto.

Sinto-te o calor,

acaricio teu rosto.

Sinto saudades...

À tua espera,

todo meu ser transborda em amor,

numa intensidade que não se explica.

Onde buscar-te adorada?

No horizonte?

Nas brumas das manhãs?

Por que te sinto

tão forte e tão perto

e assim te necessito,

se nunca te vi?

Tua presença ausente

me confunde entre o que sou

e o que preciso.

Sei apenas que és real

e real é meu sentimento...

Virás... Pressinto!

Um sonho que sai de dentro!

Oiço um cântico cantado por uma voz que soa na distância e umas outras, vozes mágicas de crianças, que cantam tão puramente, que fazem levitar a alma de quem é sensível.
Apetece-me viajar com o pensamento por todo o mundo, e apreciar tudo e todos desde a Ásia misteriosa até à  África ardente, passando pela Oceania desconhecida e pela Europa moderna; América do vício!

Entre estas vozes vou caminhando por estradas que me aquecem o andar e as árvores das bermas vão-me dizendo: eis um peregrino de aventura!

Mas todo o tempo é pouco para quem quer conhecer tudo, sendo assim limito-me a conhecer quem me rodeia. talvez já seja um trabalho árduo!

Agora que acabou a música, acho que também acabou o apetite para escrever!

Enfim............

Bela Hypatia! O teu sonho levou-te ao teu destino!

Dorme, ó branca vítima, em nossa alma mais profunda,
Em tua mortalha de virgem e cingida de lótus;
Dorme! a impura fealdade é a rainha do mundo,
E nós mesmos perdemos o caminho de Paros.

Os deuses foram feitos em pó e a terra está muda:
Nada mais falará em teu céu abandonado.
Dorme! mas, vivendo nele, canta no coração do poeta
O hino melodioso da santa Beleza!

Só ela sobrevive, imutável, eterna.
A morte pode dispersar os universos tremulos,
Mas a Beleza reluz, e tudo renasce nela,
E os mundos ainda rolam sob seus pés brancos!

O vil Galileu golpeou-te e amaldiçoou,
Mas tu caíste maior! E agora, ai de mim!
O sopro de Platão e o corpo de Afrodite
Partiram para sempre para os belos céus de Hela!

Trovar de Morte

Quando se sente a morte?
Correm nas veias pedaços de gelo;
Na memória surgem as imagens daqueles que nos acompanharam,
Em tempos fugidos.

Parece sentir-se o som das pedras e o peso da terra que nos cobrirá!

Quem não ouve a harpa de Dagda?
Quem não conhece o cavalo que foi com o dono e vem sozinho? e carrega um letreiro que diz: "In nomine Filius Mortis"

E se está perto, sente-se já o portão a abrir, como se ela fosse uma pessoa!

Sentimos-nos a caminhar por um vale negro, em campos de amargura,

Tarde de mais, quando se vai, já se não volta!

Enquanto caminhamos já sem corpo,
Quando navegamos na terra,
Quando nos perdemos em lugares sombrios...... aí já questionamos a existência!

Ela chegue e não pede licença, entre, mata e leva o que se é.

Vamos para a Torre de Salvana, habitada pelos" Duendes do Relógio"...........

Já é tarde........eis o trovar da morte, caminhante no silencio!

De mãos dadas!

De mãos dadas e unidas sinto-te aqui a meu lado
e quando nos separamos, eis que fica aquela abertura deixada pela saudade
e vejo-te a olhar para o céu nublado e choras, como se fosse a ultima vez, e choras bem!

Num banco de jardim, tentas esquecer o que passou entre o tu e o "mim"!

And I want to see you whem I open my eyes again!

Na parede do teu quarto escreves letras que só tu entendes e olhando para elas
humedeces a travesseira onde descansa o teu rosto cansado!

Como a criança que brinca ao lado do rio e atirando pedras a agua e não as voltando a ver, perguntas: porque que tudo se afunda? Eu respondo-te: "tudo tem o seu peso e o seu destino". e voltas a chorar!

Quando chegares a casa, espreita por detrás da janela e verás para sempre naquele parque desconhecido, dois lugares para sempre vazios!

Yahweh tsebaôt (Deus dos Exércitos) Parte I

Por vezes, por uma falsa interpretação dos textos bíblicos, há uma má declaração do que alguns textos da Bíblia nos querem dizer. Temos pela frente as dificudlades de muitas afirmaçoes do Antigo Testamento onde as mentiras, a crueldade, as imprecações e a ira nos levantam muitas dúvidas.

Narrações de violência:
O Antigo Testamento utiliza a linguagem de poder e violência para falar de Deus e da sua acção no mundo. As dificuldades suscitadas por estes textos assentam em pressupostos irreais, que convém destazer com alguns pricípios hermenêuticos.
Em primeiro lugar, o realismo da terminologia insere-se bem no contexto cultural do antigo Próximo Oriente. As pessoas orientais eram, e são, mais realistas e cruas nas descrições do que nós os ocidentais, que somos mais delicados e propensos (inclinados) a eufemismos (figura de estilo que consite em suavizar uma ideia). A narração do mal não é necessariamente uma narração má. Assim dentro do contexto desta época e sabendo que o povo de Deus estava rodeado de muitos outros povos, este fazia história com eles, influenciando e sofrendo influências.
O juízo do hagiógrafo (pessoa que escreve e trata de coisas santas) sobre os factos ou sentimentos correpondia à moralidade do seu contexto histórico. Os factos narrados no Antigo Testamento devem ser vistos e analisados à luz da Lei de Moisés e não à luz do novo mandamento de Jesus. Procurar a perfeição evangélica do amor cristão nos alvores da história da salvação é um erro hermenêutico e falta de sentido da História.

Por exemplo, a lei do talião que é apresentada em Levítico, capítulo 24 e vérsiculo 20: "fractura por fratura, olho por olho, dente por dente", é uma tentativa de prevenir e refrear a sede desmedida de vingança, pois sabemos que antes era matar até "sete vezes"!

A guerra é o género de violência por excelência masi referido no Antigo Testamento. Deus aparece como um Deus guerreiro: Yahweh tsebaôt (Deus dos exércitos).

Mas podemos perguntar porque é que é dado o nome a Deus de "Deus dos Exércitos"?

Ora sabemos, pela história, que Israel teve de enfrentar e resolver agressões militares, e os israelitas viam nas suas vitórias a protecção de Deus, a actuação de Yahweh. Assim as vitórias eram celebradas como triunfos de Yahweh. A Deus não se atribui as pessoas que morrem, ou o mal que das guerras sobressai, atribui-se sim a honra de ter ganho e o facto de terem vencido para eles era pela protecção de Deus.
Assim, resumindo, se o nosso Deus ganha os outros exércitos através de nós então o nosso Deus é o Deus dos Exércitos. Aqui está a explicação.

Para além da influência das outras culturas vizinhas, no Próximo Médio Oriente as divindade, masculinas e femininas, eram descritas com traços guerreiros.

Na proxima mensagem fazer-se-à a reflexão acerca do anátema associado á guerra! Por enquanto é tudo!



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conflitos nos matrimónios (casamentos) ..Parte I

A crise da fidelidade

É conhecida a frase que disse Byron acerca de um casal: "é muito mais fácil morrer pela pessoa que se ama do que viver com ela para sempre", embora seja irónica tem no fundo bastante realismo.
A verdade é que não é fácil manter o amor ao longo do caminho. As crises matrimoniais constituem um testemunho desta dificuldade, que se acentua mais ainda com o carácter «débil» do nosso mundo posmoderno.
Supõe-se que ninguém se casa com a ilusão de separar-se num proximo tempo.

Então porquê que tantos casais se ficam a meio do caminho?
Que factores provocam que as ilusões primeiras se destruam com o passar do tempo?

Podemos afirmar, e não é exagerado dizê-lo, que no mercado dos valores culturais, a fidelidade não é dos mais oferecidos. As mesmas estruturas sociais, que gozavam de uma grande estabilidade e favoreciam os compromissos definitivos, experimentam uma menor credibilidade e firmeza. Mais que manter a ordem estabelecida ou o respeito pelo tradicional, busca-se o diferente, o novo, o inédito. A mudança e a evolução são muito mais apreciadas que a estabilidade e a permanência. A mesma economia fomenta o consumismo constante. As coisas fazem-se para que durem pouco tempo e tenha que mudar-se por novas ofertas melhoradas.
Para muitos a ruptura de um compromisso já não cosntitui um abandono nem uma traição condenável; ao contrário, aparece como um gesto de valentia e coragem para romper com tudo o de antes, que agora se vive como uma carga pesada e imposta; um acto profundo de sinceridade para viver de acordo com as exigências actuais, á margem do que se tinha prometido em outras circuntâncias diferentes; uma opção, em último termo, pela liberdade, que impulsa a superarqualquer tipo de escravidão, passivismo, de inércia, de vulgaridade.
Para a época actual, por grande maioria, é a importância da fidelidade do momento presente, para poder vivê-lo com todo o seu realismo e plenitude.

(na parte II, farei uma análise,  da fidelidade que está ao serviço de um valor)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Yiruma - Kiss The Rain

Políticos a recibos verdes!

Pois é! Na verdade a política perdeu todo o seu magnifico significado!
Poderia, eu, fazer das palavras de Robert a minha definição de política, o que ela é na sua essência: "arte e prática da governação das sociedades humanas". Assim sendo humanas, o homem devia ser o centro na poltica!
Maquiavel, 1469-1527, ao interpretar o realismo político na sua obra O Princepe, escreve: "o interesse da conservação dos seus estados obriga o príncepe a violar as leis da humanidade, da caridade e da religião. O essencial é que ele mantenha a sua autoridade; os meios serão sempre julgados honrosos e louvados por cada qual!"
Nem esses parlamentaristas, na sua grande maioria, sabem o que é política!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

M. Lutero (parte I) "Do nascimento á viagem até Roma"

Nasceu em Eisleben em 1483, de uma familia de pequenos camponeses, mas já com afãs de progresso.
1489-1495: foi á escola em Mansfeld, onde aprendeu a ler e a escrever, assim como a cantar e o latim.
1496-1497: foi aluno dos Irmãos de Vida Comúm em Magdeburgo
1498-1501: esteve em Eisenach
                  Aqui compreende-se que é muito provável que adquirisse, já, uma ideia bastante moralista e coisificada do cristianismo.
 1501-1505: estudou na faculdade «filosófica» (faculdade de artes) em Erfurt. o sistema oficial da filosofia era a «via moderna», segundo a doutrina de Ockhann, isto é, o nominalismo. Mas é bem notar que no ensino de Eclesiologia, nesta universidade, não se defendiam as teses nominalistas, nem tão pouco a ideia conciliarista. Há um mode de pensar, em Lutero, atomizado, assacramental e humanista.
1505: (com 22 anos) obteve o grau de mestre em filosofia, no entanto, passou uma forte crise de tristeza e de dessassossego.
                Até aqui não tinha intenção alguma de abraçar o estado clerical. Mas um dia quando ia de sua casa a Erfurt (onde frequentava a universidade), desprendeu-se uma forte tempestade e caiu um raio junto dele; então Martinho Lutero invocou Santa Ana: "Quero fazer-me frade". Agora podemos perguntar: "esta decisão foi completamente repentina ou já interiormente pensada?"
               Apesar das suas dúvidas e com conselho, contra da parte de alguns amigos, ele, sem tão pouco consultar os pais, ingressou no convento dos Hermitas de Santo Agostinho de Erfurt (um convento de estrita observância)
               Contrariamente ás suas posteriores manifestações, neste convento Lutero encontrava-se muito bem, aproximadamente até 1509 (quando lhe surge a ideia de que a consupiscencia é invencível). Neste convento adquiriu boa bagagem teológica, piedosa, liturgica e bílbica. teve então o seu primeiro encontro com a Bíblia, à qual se dedicou de forma intensiva.
             Esta formação espiritual de Lutero por meio da teologia monástica é de grande importância.
1507: foi ordenado sacerdote na catedral de Erfurt (com 24 anos)
1508-1509: estudou teologia em Wittenburg
1509: é novamente trasladado a Erfurt
1510-1511: viajou a Roma, talvez por assuntos da reforma do convento, e quando chegou, caiu de joelhos e exclama: "Saúdo-te, Roma santa!". Nas quatro semanas que aí esteve, tropeçou com confessores italianos de tal forma incultos que mais tarde vai elevá-los á categoria de «cardeais ignorantes»; contemplou relíquias; percorreu as sete estações e subiu a Escada Santa. A Roma profana não chegou a fazer-lhe grande impressão, no momento. Mais tarde irá despertar essas impressões desfavoráveis.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ética e sexualidade. (um breve apanhado)


A ética é uma exigência antropológica porque o ser humano é um ser existente e por isso está “condenado” a vincular-se com uma moral. No homem há, mais do que nos animais irracionais, uma qualidade única em todas as espécies: a liberdade.
Assim, entendendo que o homem nasce livre, e esta é a característica primordial do homem, faz parte da estrutura antropológica, então há uma necessidade humana que não pode ser irrenunciável é ela a modelação do comportamento. O homem nisto é obrigatoriamente um ser ético.
Dizemos que a ética é uma exigência antropológica porque a ética indica o carácter, o modo de ser, o estilo de vida que cada pessoa quer dar à sua existência (não esquecendo os actos concretos e particulares).
Ora se compreendemos que a moral consiste em dar à nossa vida uma orientação estável dentro de todo o dinamismo de humanização, então esta moral penetra também na sexualidade, pois ela é uma das nossas actividades pessoais (é pela história dos costumes sexuais que compreendemos a tamanha importância quer da ética quer da sexualidade na vida do homem).
Na procura de um sentido para a vida, a sexualidade, em vínculo com uma moral, tem um papel importante, pois não só tem um papel procriador como também um papel de encontro, do homem em consciência com o seu próprio corpo e com o corpo dos outros, para uma maior realização, daqui surgirem toda uma espécie de teorias, em corda da bamba, acerca da sexualidade ao longo das épocas (rigoristas, espirituais, permissivas, naturalistas). 
Destaco que neste encontro com o corpo dos outros e o dele mesmo o pensamento é contrário ao do autor W. Reich (este defende que a regulação do isntintio pela moral é algo patológico e danifica a saúde).
O que quero ressaltar é que a sexualidade não pode separar-se à moral, muito menos contrariá-la! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um Natal .... um sonho em lágrimas

Mais um ano .... mais uma nova celebração.
Se em cada Missa de Natal encontramos Deus sempre novo, sempre pronto a acolher-nos e a revelar-se da forma mais plena de como se poderia revelar para nos salvar, encontramos, pelo contrário, nas ruas um outro "menino Jesus" faminto e abandonado.
Os pobres são em cada Natal um menino Jesus nascido na pobreza. Eles sim são o verdadeiro Natal.
E choram como chorou o Menino Jesus em Belém, mas este chorava por ordem natural, os outros choram porque a desnaturalidade assim os faz viver.
Se em cada casa, nossa, um jantar requintado, em cada praça um silêncio de solidão!
Se em cada hora, nossa, uma alegria, em cada face deles uma tristeza!
Se em cada prenda, nossa, uma surpresa, em cada gesto neles é uma aventura!
Se em cada quarto, nosso, uma cama quente, em cada rosto deles uma lágrima!
Uma lágrima que será mais uma da sua vida, mas neste dia são lágrimas de sangue porque saem do pensamento e da corrente sanguínea da sua vida!
Não nos iludamos! Isto é o Natal mais comúm que podemos encontrar! E "Alegrem-se os céus e exulte a terra" porque acredito que é destes que é enfeitada a árvore de Natal do Paraíso, em que Deus é quem põe os enfeites e escolhe as bolas!
Deus, nos irmãos pobres é que é o verdadeiro Natal!