Por vezes, por uma falsa interpretação dos textos bíblicos, há uma má declaração do que alguns textos da Bíblia nos querem dizer. Temos pela frente as dificudlades de muitas afirmaçoes do Antigo Testamento onde as mentiras, a crueldade, as imprecações e a ira nos levantam muitas dúvidas.
Narrações de violência:
O Antigo Testamento utiliza a linguagem de poder e violência para falar de Deus e da sua acção no mundo. As dificuldades suscitadas por estes textos assentam em pressupostos irreais, que convém destazer com alguns pricípios hermenêuticos.
Em primeiro lugar, o realismo da terminologia insere-se bem no contexto cultural do antigo Próximo Oriente. As pessoas orientais eram, e são, mais realistas e cruas nas descrições do que nós os ocidentais, que somos mais delicados e propensos (inclinados) a eufemismos (figura de estilo que consite em suavizar uma ideia). A narração do mal não é necessariamente uma narração má. Assim dentro do contexto desta época e sabendo que o povo de Deus estava rodeado de muitos outros povos, este fazia história com eles, influenciando e sofrendo influências.
O juízo do hagiógrafo (pessoa que escreve e trata de coisas santas) sobre os factos ou sentimentos correpondia à moralidade do seu contexto histórico. Os factos narrados no Antigo Testamento devem ser vistos e analisados à luz da Lei de Moisés e não à luz do novo mandamento de Jesus. Procurar a perfeição evangélica do amor cristão nos alvores da história da salvação é um erro hermenêutico e falta de sentido da História.
Por exemplo, a lei do talião que é apresentada em Levítico, capítulo 24 e vérsiculo 20: "fractura por fratura, olho por olho, dente por dente", é uma tentativa de prevenir e refrear a sede desmedida de vingança, pois sabemos que antes era matar até "sete vezes"!
A guerra é o género de violência por excelência masi referido no Antigo Testamento. Deus aparece como um Deus guerreiro: Yahweh tsebaôt (Deus dos exércitos).
Mas podemos perguntar porque é que é dado o nome a Deus de "Deus dos Exércitos"?
Ora sabemos, pela história, que Israel teve de enfrentar e resolver agressões militares, e os israelitas viam nas suas vitórias a protecção de Deus, a actuação de Yahweh. Assim as vitórias eram celebradas como triunfos de Yahweh. A Deus não se atribui as pessoas que morrem, ou o mal que das guerras sobressai, atribui-se sim a honra de ter ganho e o facto de terem vencido para eles era pela protecção de Deus.
Assim, resumindo, se o nosso Deus ganha os outros exércitos através de nós então o nosso Deus é o Deus dos Exércitos. Aqui está a explicação.
Para além da influência das outras culturas vizinhas, no Próximo Médio Oriente as divindade, masculinas e femininas, eram descritas com traços guerreiros.
Na proxima mensagem fazer-se-à a reflexão acerca do anátema associado á guerra! Por enquanto é tudo!
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