A ética é uma exigência antropológica porque o ser humano é um ser existente e por isso está “condenado” a vincular-se com uma moral. No homem há, mais do que nos animais irracionais, uma qualidade única em todas as espécies: a liberdade.
Assim, entendendo que o homem nasce livre, e esta é a característica primordial do homem, faz parte da estrutura antropológica, então há uma necessidade humana que não pode ser irrenunciável é ela a modelação do comportamento. O homem nisto é obrigatoriamente um ser ético.
Dizemos que a ética é uma exigência antropológica porque a ética indica o carácter, o modo de ser, o estilo de vida que cada pessoa quer dar à sua existência (não esquecendo os actos concretos e particulares).
Ora se compreendemos que a moral consiste em dar à nossa vida uma orientação estável dentro de todo o dinamismo de humanização, então esta moral penetra também na sexualidade, pois ela é uma das nossas actividades pessoais (é pela história dos costumes sexuais que compreendemos a tamanha importância quer da ética quer da sexualidade na vida do homem).
Na procura de um sentido para a vida, a sexualidade, em vínculo com uma moral, tem um papel importante, pois não só tem um papel procriador como também um papel de encontro, do homem em consciência com o seu próprio corpo e com o corpo dos outros, para uma maior realização, daqui surgirem toda uma espécie de teorias, em corda da bamba, acerca da sexualidade ao longo das épocas (rigoristas, espirituais, permissivas, naturalistas).
Destaco que neste encontro com o corpo dos outros e o dele mesmo o pensamento é contrário ao do autor W. Reich (este defende que a regulação do isntintio pela moral é algo patológico e danifica a saúde).
O que quero ressaltar é que a sexualidade não pode separar-se à moral, muito menos contrariá-la!

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